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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CARTA DE ABRAHAN LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO






"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas, por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Trate- o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso. Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.”
Abraham Lincoln, 1830.

Um professor da USP, em uma mesa redonda sobre a educação contra a barbárie afirmou que é obrigação de qualquer ADULTO, de todos, educar e cuidar de qualquer criança, independente do parentesco. Na sociedade em que vivemos, esperamos que o professor seja esse educador, mas nos esquecemos de que somos pais, somos tios, somos vizinhos, somos avós e temos a mesma obrigação de educar nossas crianças. Fazemos de tudo para tirar a responsabilidade de nossas costas e ter alguém para culpar caso tudo dê errado.

Que esta carta sirva para os professores sim, mas principalmente para os pais. Está na hora de eles assumirem de fato seus papéis.





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